“Conversão” em massa do DF!

A pauta não é religiosa… É que está em curso no DF uma processo denominado de conversão do modelo de Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal, como proposta da SES-DF para a mudança no modelo assistencial local, fundamentada na Estratégia de Saúde da Família…. Continue Lendo ““Conversão” em massa do DF!”

Elias Jorge: um herói quase anônimo do SUS

Faleceu no último dia 11 de maio, em Belo Horizonte, onde residia, o professor e matemático Elias Jorge. Para quem nunca ouvir falar, ele foi um dos principais nomes na defesa do financiamento do SUS, atuando na Comissão de Financiamento e Orçamento do Conselho Nacional de Saúde entre 1997 e 2003, de onde seguiu para o Departamento de Economia do Ministério da Saúde, que coordenou entre 2003 e 2010. Elias Jorge foi o responsável pela criação do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), que mudou o patamar das discussões sobre financiamento da saúde no Brasil. Na galeria dos heróis do SUS, onde estão Davi Capistrano, Sérgio Arouca, Gilson Carvalho, Raimundo Bezerra e outros, Elias Jorge terá, certamente, um lugar de destaque!

Conselho Nacional de Saúde, a Associação Brasileira de Economia da Saúde, a Fiocruz, o Instituto de Direito Aplicado à Saúde, o Conass e o Conasems foram algumas das entidades e instituições que expressaram seu pesar pela morte de Elias Jorge.

“Cobertura” x “Sistemas” Universais de Saúde: uma coisa ou outra?

Cobertura Universal de Saúde (CUS ou UHC), nos termos propostos pelos organismos internacionais é definida como a possibilidade de acesso amplo e equitativo às ações e serviços de saúde integrais e de qualidade, de acordo com as necessidades individuais ao longo da vida. O conceito inclui, também, a definição e a implementação de políticas e intervenções de natureza intersetorial, tendo como foco a atuação sobre determinantes sociais da saúde, de modo a fomentar o compromisso coletivo com a promoção da saúde e do bem-estar, com ênfase na equidade, com ênfase sobre os indivíduos e grupos em condições de pobreza e vulnerabilidade. Continue Lendo ““Cobertura” x “Sistemas” Universais de Saúde: uma coisa ou outra?”

Ferro e pedras sobre o SUS no DF

 Artigo assinado pelo secretário de Estado da Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, publicado no jornal Correio Braziliense no dia oito de maior de 2018 analisa a administração pública no Brasil, em especial na saúde. Nele, Fonseca aponta que novos modelos, como o de Organizações Sociais, são úteis para responder às necessidades da população, afirmando ainda que o Sistema Único de Saúde estará em perigo se não forem promovidas as mudanças necessárias para corrigir os rumos da administração pública no Brasil. De minha parte, acho que Humberto está certo! Continue Lendo “Ferro e pedras sobre o SUS no DF”

Tem remédio?

Matéria do Correio Braziliense do dia dois de maio (2018) nos alerta que há falta grave de medicamentos de alto custo nas farmácias mantidas pela SES-DF. Isso chega a 25% dos 200 itens oferecidos pelo sistema público, com carências específicas para doenças como anemia associada à insuficiência renal crônica, rejeição de órgãos transplantados, artrite reumatoide, asma, leucemia, doenças inflamatórias do intestino, antidepressivos, Doença de Parkinson, doenças pulmonares, esquizofrenia e por aí vai. Segundo a matéria, estima-se que seriam  necessários pelo menos R$ 270 milhões para comprar tais medicamentos em 2018, valor que se soma aos R$ 15 milhões que Ministério da Saúde destina à SES-DF para tal finalidade. O Executivo local garante que todos os processos de compra estão em dia, mas não há prazo para os estoques serem regularizados. O repórter Otavio Augusto me pediu uma entrevista, a que eu acedi de bom grado, como sempre faço. Mas, talvez, pela pressa habitual nas redações, foi destacado apenas o meu comentário sobre a questão orçamentária da SES-DF, mas eu disse muito mais… Quer saber? Continue Lendo “Tem remédio?”

Governabilidade e controlose – também no DF

<<A governabilidade administrativa não depende apenas do Executivo. Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas são sócios da governabilidade do país. A guerra de facções corporativas, a disputa por recursos e a concorrência pelo poder precisam ser contidas pelas instituições do país. O corporativismo, o voluntarismo, o messianismo e o punitivismo precisam ser enfrentados para o país caminhar na direção de uma nova normalidade, aderente às práticas do regime democrático, sem prejuízo do combate à corrupção e da modernização da gestão pública.>> Ao ler o texto acima você, com certeza, pensou no DF, verdade? Com essa sequência de obstruções sobre a saúde. promovidas por juízes, promotores e tribunal de contas… . Texto escrito pelo diretor da ENAP, Francisco Gaetani e se aplica perfeitamente à nossa cidade – e infelizmente a quase todo o país… Saiba mais. Continue Lendo “Governabilidade e controlose – também no DF”

Justiça tóxica

Enquanto Trump procura armas químicas na Síria, efeitos tóxicos de algo parecido fazem estrago no Brasil e, particularmente, nos últimos dias, no Distrito Federal. Eis que promotores e juízes se juntam para embargar, impedir, confundir, atrapalhar, enfim, o funcionamento da gestão da saúde em nossa cidade, com efeitos deletérios de uma real “destruição em massa”. O corajoso texto abaixo, de autoria do Secretário de Saúde Humberto Fonseca, que prima pela sinceridade e pela indignação, aspectos nem sempre presentes no discurso das autoridades, diz tudo. Até quando? Continue Lendo “Justiça tóxica”