Atenção Primária à Saúde no DF: Eppur si muove…

O Prêmio APS Forte, organizado pela OPAS e Ministério da Saúde, já noticiado aqui neste blog, chega a sua etapa final. Cerca de 1,3 mil iniciativas, desenvolvidas por instâncias de gestão e por equipes de saúde do SUS, responderam a tal chamado. Experiências das cinco regiões brasileiras, de secretarias estaduais e de centenas de municípios, estiveram presentes. Destas, as recomendadas para o prêmio, em número 135, entre as quais 11 finalistas, vão compor uma publicação técnica eletrônica editada pela OPAS e Ministério da Saúde, chamada Navegador-SUS. A seleção final, feita por um comitê presidido por Drauzio Varela, indicará três vencedores, que serão agraciados a conhecerem uma experiência internacional de rede de atenção à saúde na Atenção Primária. O DF participa com nada menos do que 20 experiências finalistas, o que sem dúvida é uma performance digna de nota. Aqui neste post farei um breve comentário sobre as mesmas, que vão relacionadas ao final. São iniciativas que de fato demonstram, de forma eloquente, o estado da arte da atenção primária à saúde em nossa cidade, que avança mesmo apesar do pouco valor que lhe é conferido pelas autoridades da saúde. E no entanto, à moda de Galileu, ela se move…

Há experiências de variadas naturezas. A maioria, como seria de se esperar, provem de equipes que atuam na linha de frente, nas Unidades Básicas de Saúde. Ênfase marcante no conjunto é a questão do acesso, que aliás representou uma diretriz para inscrição no prêmio. Como é sabido, este é um dos principais problemas do SUS, não só em relação à APS como nos demais níveis do SUS. Duas delas têm como foco a estratégia do acesso avançado, que significa o atendimento no mesmo dia ou no máximo em 24 horas de toda a demanda que se apresente, eliminando a velha chaga do longo tempo de espera no sistema de saúde, que pode chegar a dias ou até mesmo semanas ou meses. Algumas experiências abordam questões associadas, tais como, vínculo, acolhimento, qualidade da atenção, autocuidado, territorialização.

A estratégia de “conversão” do modelo assistencial, que buscou transformar especialistas em médicos de atenção primária, desenvolvida pelo GDF ao longo de 2017 e 2018, recebeu especial atenção em alguns trabalhos, não só com origem no núcleo de direção central da SES, como das próprias unidades básicas. Não há, entretanto, avaliações quanto à real eficácia de tal medida, até mesmo porque houve mudança de governo com alguma possível reversão ou estancamento de tal processo de mudança.

Uma interessante iniciativa foi relatada, como contribuição de uma tese de doutoramento na Universidade de Brasília e também de equipe local (UBS Itapoã). Trata-se da “Escola de Pacientes”, um projeto de educação para a saúde, com foco na promoção de saúde e especial cuidado com pacientes iletrados. Associado a isso, outro grupo apresentou a proposta um novo modelo de receituário, mais compreensível para pacientes com dificuldade de leitura.

Temas diversos, sintonizados com movimentos atuais de aprimoramento das práticas de saúde em geral, e da APS em particular, estão presentes, entre elas podendo ser citados: tecnologias de informação e telemedicina; comunicação com pacientes; práticas integrativas; atividade física; saúde do trabalhador; qualidade da atenção; regulação e inovação em geral.

Sem dúvida, porém, algumas temas candentes na atualidade, em se tratando de atenção primária à saúde, ficaram a descoberto. Isso aconteceu não só no caso das experiências do DF, mas também no conjunto das que concorreram ao prêmio. Entre os temas que acabaram ficando, por assim dizer, “nas sombras”, podem ser citados: o uso de tecnologias de informação em saúde; a participação social com foco local; as novas tecnologias de gestão da clínica; a estimativa de “valor” nos serviços de saúde, entre alguns outros,

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A ilustração acima representa Galileu Galilei, autor da famosa frase que dá titulo a este artigo.

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Saiba mais:

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Veja a seguir um breve sumário das 20 experiências do DF indicadas pra o Prêmio APS Forte

 

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

1.      CONHECER PARA VIVER

ORIGEM / LOCAL

Unidade Básica de Saúde (localização não indicada)

DESCRIÇÃO

Projeto de unidade básica de saúde do DF (não identificada) com território de aproximadamente quatro mil habitantes, voltado para idosos portadores de doenças crônicas (diabetes e hipertensão), dentro do quadro de mudança do modelo tradicional para ESF. De uma situação de acesso precário, através de senhas e acompanhamento especializado e fragmentado, com agendas restritas, passou-se à conversão do modelo, com grande demanda por acolhimento, surgindo a necessidade de troca de receitas para os pacientes crônicos, sobrecarregando o sistema, com exaustão da equipe, não facilitação do vinculo e precário entendimento do novo modelo adotado. O projeto foi desenvolvido para fortalecer os vínculos entre usuários e serviço, visando ampliar o acesso e fomentar participação consciente dos usuários, organizando o processo de trabalho e proporcionando melhora dos indicadores de saúde.

 

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

2.       A NUTRIÇÃO NA “ATENÇÃO” PRIMÁRIA À SAÚDE EM BUSCA DE UMA “CONEXÃO” PRIMÁRIA À SAÚDE

ORIGEM / LOCAL

UBS Candangolândia-DF

DESCRIÇÃO

Com base na Linha de Cuidado para Prevenção e Tratamento do Sobrepeso e Obesidade (LCPTSO), como ênfase no nível primário de atenção â saúde, que estimula as equipes de APS a desenvolver nos usuários o autocuidado, vem sendo desenvolvida, na Candangolândia experiência apoiada em tecnologias digitais na promoção e educação em saúde e nutrição, bem como para aumentar a produtividade, facilitar o acesso ao serviço e contribuir para a autonomia e responsabilização. Ela está orientada para disponibilizar contato à distância para dúvidas, acompanhamento e marcação de consultas para a comunidade acompanhada pelo setor de Nutrição do NASF, além de promover atividades de educação nutricional, dentro das recomendações da Linha de Cuidado referida acima

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

3.       A PROMOÇÃO DA SAÚDE POR MEIO DE PRÁTICAS COMUNITÁRIAS DE CUIDADO E AUTOCUIDADO NO ENFRENTAMENTO DAS DCNT E TRANSMISSÍVEIS A PARTIR DE DIÁLOGOS DE SEGURANÇA ALIMENTAR, PRÁTICAS CORPORAIS, GESTÃO AMBIENTAL, CULTURA DE PAZ E ACESSO À INFORMAÇÃO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE

ORIGEM / LOCAL

UBS 01 Lago Norte

DESCRIÇÃO

A UBS nº 01 do Lago Norte abrangeuma população com diversos perfis de vulnerabilidades sociais e econômicas. Considerando a presença massiva de idosos no território foram implantadas diversas ações de promoção da saúde visando o estímulo ao autocuidado por meio de práticas corporais, atividade física, atividades de educação em saúde, palestras informativas para discutir o impacto dos resíduos sólidos na saúde humana e o papel do ser humano no meio em que se vive. Associou-se a isso o cuidado e limpeza dos espaços verdes dentro do terreno da UBS, com plantio de plantas medicinas e nativas do cerrado; o fortalecimento de vínculos entre profissionais e usuários; o acesso a práticas corporais e atividade física; a promoção da convivência entre usuários e profissionais de saúde em relação a práticas saudáveis; ampliação do acesso aos serviços da UBS; a promoção de diálogos sobre segurança alimentar, cultura de paz, alimentação saudável e uso de plantas alimentícias não convencionais; a eliminação de focos de vetores de doenças transmissíveis, além da manutenção e cuidados de um “Jardim Sensorial”. Além disso, oferta de Tai Chi e Yoga.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

4.      ACESSO AVANÇADO: UMA EXPERIÊNCIA EM CIDADE SATÉLITE DO DISTRITO FEDERAL

ORIGEM / LOCAL

UBS São Sebastião-DF

DESCRIÇÃO

É desenvolvida uma estratégia de Acesso Avançado, que consiste em melhorar o acesso das pessoas aos cuidados em saúde, mediante agendamento no mesmo dia ou em até 48 horas após o contato do usuário com o serviço de saúde. Trata-se de algo já naturalizado em   diversos sistemas de saúde no mundo na Atenção Primaria â Saúde (APS), com o objetivo de diminuir o tempo de espera por uma consulta médica, diminuir o número de faltas às consultas médicas e aumentar o número de atendimentos médicos da população.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

5.       AMPLIANDO O ACESSO A PARTIR DO OLHAR SISTÊMICO PARA O TERRITÓRIO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA CAPITAL FEDERAL BRASILEIRA NO CONTEXTO DE MUDANÇAS PARADIGMÁTICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

ORIGEM / LOCAL

UBS 02 – CruzeiroVelho

DESCRIÇÃO

Unidade básica de saúde (UBS) n0 02 Cruzeiro Velho, com população adstrita de cerca de 70.000 habitantes apresentando grande diversidade social. Buscou-se a ampliar o acesso a partir da humanização do acolhimento e da ampliação do escopo da prática dos profissionais no contexto da conversão do modelo de atenção à APS vigente no DF, após análise situacional relativa ao acesso dos usuários para atendimento na UBS, o que aparentemente era o principal problema. O acesso se dava de forma insatisfatória, com grandes filas e pacientes com necessidades diversificadas. As demandas agendadas valiam só para programas de pré-natal e desenvolvimento infantil, com as demais necessidades consideradas como demanda espontânea, sem um olhar específico para o sofrimento das pessoas, recebido de forma superficial sem análise aprofundada. Tais critérios propiciavam abordagem reducionista que não considerava as vulnerabilidades dos usuários. Assim, o presente programa foi desenvolvido com o objetivo de promover mudanças voltadas para a identificação e resposta aos principais problemas apresentados pela população adstrita, no contexto de mudança paradigmática na política distrital para Estratégia Saúde da Família.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

6.       CAPACITAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA PARA ACOLHIMENTO DE DEMANDA ESPONTÂNEA PELO AIDPI ( ATENÇÃO INTEGRADA DE DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA) DA REGIÃO CENTRO-SUL

ORIGEM / LOCAL

Região Centro-Sul

DESCRIÇÃO

Foi implementada a capacitação em nas ações integradas de saúde infantil (AIDPI) para médicos e enfermeiros de família, visando aprimorar o atendimento à demanda espontânea em pediatria nas respectivas unidades básicas de saúde Tal estratégia permite aumentar a qualidade do acolhimento e atendimento e regular o fluxo de atendimento de demanda espontânea de crianças nas unidades básicas. Com isso, foi possível melhorar o acolhimento de demanda e do encaminhamento responsável para emergência, com possível redução da da mortalidade infantil, ampliação e reforço do panorama de vacinação na região Centro-Sul.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

7.       CONHECIMENTO NA PALMA DA MÃO: AUTO-CUIDADO APOIADO E LETRAMENTO FUNCIONAL EM SAÚDE

ORIGEM / LOCAL

UBS Itapoã

DESCRIÇÃO

Região de Saúde Leste do DF (4 Regiões Administrativas: Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico e São Sebastião). A população total das 4 regiões é estimada em 241.594 habitantes, situando-se nela o bairro Itapoã, um dos setores de mais baixa renda do DF, com população de cerca de 60 mil habitantes, com o dobro da taxa de analfabetismo do DF, com quase 50% dos maiores de 25 anos com ensino fundamental incompleto, um cenário de vulnerabilidade em relação a informações escritas. (PDAD, 2014). Letramento Funcional em Saúde – LFS se traduz como a capacidade cognitiva de entender, interpretar e aplicar informações sobre saúde, tanto escritas quanto faladas, de tal forma que quanto maior o letramento, maior o potencial de cuidado em saúde. Assim, para que os pacientes sejam capazes de entender a própria doença e seu tratamento, torna-se necessário que outras formas de informação sejam fornecidas, independente da sua capacidade de leitura. A experiência, dessa forma, procurou desenvolver vídeos informativos e fornecer informação aos pacientes independente da capacidade de leitura. Surge assim a Escola de Pacientes, uma iniciativa que desenvolve promoção da saúde e incentiva o autocuidado, com base não só material impresso como audiovisual, voltados para pacientes e capacitação de cuidadores familiares.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

8.       ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: EM BUSCA DA ASSISTÊNCIA DE QUALIDADE

ORIGEM / LOCAL

Unidade Básica de Saúde (UBS) 03 de Taguatinga

DESCRIÇÃO

Desde 2018 adapta-se â ESF, via estratégia de conversão própria da SES- DF. O presente projeto foi realizado por estudantes do primeiro ano de Enfermagem da Escola Superior em Ciências da Saúde (ESCS) ao observarem a contradição entre o que é institucionalizado pela PNAB e a realidade vivenciada na UBS, sendo apoiado por docentes e pela gestão da UBS. O projeto obteve classificação no Prêmio Saúde Cidadã SES-DF, em 2018, com recursos de R$150.000,00. O objetivo foi o de promover humanização da assistência por intermédio do fornecimento de informação de forma objetiva e acessível aos pacientes; efetivar mudanças estruturais com o propósito de desafogar o atendimento, promovendo redução de estresse nos profissionais e nos pacientes; efetivar a resolução das reclamações através do esclarecimento de direitos e divulgação dos serviços de ouvidoria; reduzir o sofrimento comum à sala de vacinação com o auxílio da melhoria no ambiente físico.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

9.       LABORATÓRIO INOVA-SES-DF: COLABORAÇÃO E AGILIDADE PARA MELHORIA DOS PROCESSOS DE TRABALHO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

ORIGEM / LOCAL

Administração Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal

DESCRIÇÃO

Experiência desenvolvida no Lab InovaSES-DF. O pressuposto foi o de que o modelo adotado para se discutir e disseminar a inovação tem um forte legado do setor privado, de outras áreas do conhecimento, fora da saúde. A literatura aponta que os responsáveis pelas decisões políticas devem estar cada vez mais atualizados quanto ao processo de inovação incentivando e apoiando experiências inovadoras nas políticas públicas e na oferta de serviços, acompanhado de mudança na cultura organizacional. Assim foram criados a Rede InovaSES-DF e o Lab InovaSES-DF, com a finalidade de fomentar a cultura de inovação na instituição. Neste contexto, em parceria com a Controladoria Geral do DF, foi dada continuidade ao 1º Prêmio Saúde Cidadã, para valorizar experiências das Unidades Básicas de Saúde (UBS), com a incubação das 3 (três) primeiras iniciativas selecionadas.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

10.   MODELO VISUAL DE RECEITUÁRIO – RECEITA SIMPLES – SEGURANÇA CLÍNICA, AUMENTO DE ADESÃO E DIMINUIÇÃO DE ERRO MEDICAMENTOSO

ORIGEM / LOCAL

UBS Itapoã-DF.

DESCRIÇÃO

Considerando a dificuldade de leitura e compreensão de terapia de parte importante da população, especialmente em idosos, propõe-se a otimização e a simplificação do processo de prescrição adicionando-se ao receituário convencional dois elementos: uma tabela de horário de medicamentos separada por períodos do dia identificados por cores, além de ligas elásticas coloridas envolvendo as cartelas de comprimidos, projeto denominado “Receita Simples”. Seu objetivo principal é o de aumentar a segurança dos pacientes no uso de medicações, além de buscar aumentar a adesão de terapia medicamentosa, o vínculo com a equipe de saúde e o fortalecimento da rede de apoio. Busca-se, ainda, diminuir erros medicamentosos, principalmente para usuários com DCNTs; aumentar a adesão em terapia medicamentosa, especialmente para HAS e DM; facilitar administração supervisionada de medicamentos para pacientes com e sem cuidadores. “Receita Simples” é uma das ferramentas em desenvolvimento contínuo de material para a coordenação de cuidado e longitudinalidade, levando a empoderamento dos usuários, que se tornam capacitados em exercer sua autonomia em saúde promovendo, sobretudo, cidadania.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

11.   MONITORANDO A SAÚDE DO TRABALHADOR EM GRANJAS DE AVICULTURA QUE USAM FORMOL NO CONTROLE DE PRAGAS.

ORIGEM / LOCAL

UBS 12 – Gama Sul

DESCRIÇÃO

Foi elaborado um instrumento de coleta de dados e utilizado uma amostra aleatória e voluntaria de 42 trabalhadores em uma granja do setor Gama Sul, que utilizam formaldeído como agente químico de desinfeção no controle de contaminação por fungos, bactérias e outros microrganismos, o que permitiu estimativa da vulnerabilidade daqueles. Registrou-se aumento significativo da procura por assistência na Unidade de Saúde Rural da Ponte Alta do Gama, o que alertou os profissionais de saúde para um olhar mais investigativo. O que mais chamou a atenção foram as características do quadro clínico apresentada pelos os usuários do serviço, em comparação com a maioria dos pacientes, com sintomas dominantes de cefaleia, dor, irritação, hiperemia conjuntival, lacrimejamento abundante, dispneia, lesões de pele com prurido, queda de cabelo, enjoo, diarreia e tosse. Justificativa O presente estudo visou avaliar o impacto na saúde, na economia da empresa e nas famílias, dado o aumento do absenteísmo, reforçando a necessidade de monitoramento da saúde trabalhador em ambientes insalubres.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

12.   O PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE DO CENTRO DE REFERÊNCIA EM PRÁTICAS INTEGRATIVAS EM SAÚDE (CERPIS) DA SES-DF

ORIGEM / LOCAL

CERPIS/SES-DF

DESCRIÇÃO

O CERPIS tem origem em 1983 com o plantio de um canteiro de plantas medicinais em Taguatinga, com pronta acolhida da comunidade. Iniciativa simultânea viabilizou o acesso a outras práticas tradicionais e alternativas, como homeopatia e medicina chinesa, além da formação de grupos educativos. O CERPIS foi credenciado em 2018, como um serviço similar ao Programa Academia da Saúde, ganhando corpo e se institucionalizando no organograma da SES-DF, inserindo-se hoje na Atenção Primária à Saúde. A unidade cumpre os princípios e objetivos do Programa Academia da Saúde, tendo como objetivos principais fortalecer a promoção da saúde como estratégia de produção de saúde; desenvolver a atenção à saúde nas linhas de cuidado, a fim de promover o cuidado integral; promover práticas de educação em saúde; promover ações intersetoriais; promover a convergência de projetos ou programas nos âmbitos da saúde, educação, cultura, assistência social, esporte e lazer; ampliar a autonomia dos indivíduos sobre as escolhas de modos de vida mais saudáveis, entre outros aspectos.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

13.   O PROJETO ACOLHE-SUS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL, BRASIL.

ORIGEM / LOCAL

UBS Região Central de Brasília

DESCRIÇÃO

Foi realizado um diagnóstico situacional da unidade com o correspondente planejamento estratégico situacional, com o objetivo de reorganizar o serviço a partir da problematização e com foco nos processos de trabalho. Com o programa ocorreram: aumento significativo do número de cadastros individuais; o número de atendimentos de enfermagem aumentou em 193,7% e o número de procedimentos realizados por enfermeiros teve um acréscimo 121,2%; idem para a procura de residentes na área de abrangência que procuraram a unidade básica. Destaque para a construção conjunta de protocolos e para o ajuste de processos de trabalho, que vieram a contribuir para a melhoria na oferta de serviços e propiciaram maior acesso do usuário â unidade de saúde. O Projeto AcolheSUS objetivou a problematização do acesso aos serviços e o cuidado com o usuário, a partir da perspectiva dos profissionais de saúde e serve de gatilho para possíveis processos de mudanças.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

14.   OFICINAS DE SAÚDE MENTAL NA APS: AUMENTANDO A RESOLUTIVIDADE PARA AMPLIAR O CUIDADO

ORIGEM / LOCAL

Setor de Saúde mental – SES-DF

DESCRIÇÃO

Equipe composta por Médico de Família e Comunidade, Psiquiatra e Psicóloga pesquisou as cinco principais causas de encaminhamentos das equipes de APS para o serviço de psiquiatria e elaborou oficinas de saúde mental, com os principais temas contemplados sendo: depressão, ansiedade, uso abusivo de álcool e outras drogas, psicoses e dificuldades de aprendizagem em escolares. De forma transversal, foram discutidos o estigma e o preconceito em relação ao paciente “psiquiátrico”, o trabalho em equipe, as reflexões sobre a medicalização da vida, o entendimento do momento em que o uso de medicações é necessário, a realização de diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento no contexto da APS, o uso dos recursos terapêuticos da própria comunidade, a atuação em situações de risco de suicídio, etc. Buscou-se sensibilizar e instrumentalizar os profissionais de saúde, principalmente os médicos, de modo a aumentar o acesso e a resolutividade para as demandas relacionadas aos transtornos mentais. Para alcançar este objetivo, partiu-se das dúvidas dos próprios profissionais, valorizando os conhecimentos prévios e compartilhando ferramentas que empoderassem as equipes de Saúde da Família.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

15.   ORIENTAÇÕES E INTERVENÇÕES NO USO DE MEDICAMENTOS INAPROPRIADOS POR IDOSOS ASSISTIDOS EM UM SERVIÇO MULTIPROFISSIONAL E DE REFERÊNCIA A SAÚDE DO IDOSO.

ORIGEM / LOCAL

Unidade de Referência em Geriatria – Recanto das Emas

DESCRIÇÃO

Estudo de caráter analítico descritivo, de cunho transversal, com abordagem quantitativa, tendo como conteúdo a análise do perfil de medicamentos prescritos na unidade de referência. Os pacientes envolvidos no estudo eram encaminhados por médicos de saúde da família. O contato próximo com profissionais das mais diversas áreas da saúde, prescritores ou não, me mostrou o quanto esse campo é ainda desconhecido para muitos profissionais que atuam no dia a dia prestando atendimento aos idosos. Diante dessa realidade cabe aprimorar o conhecimento sobre o tema e disseminar informações, sendo assim possível melhorar a qualidade do atendimento ao idoso e agir de forma preventiva. O objetivo principal do trabalho foi o de avaliar a “polifarmácia”, o uso de medicamentos e propor intervenções farmacoterapêuticas a idosos assistidos, utilizando como referencial critérios divulgados na literatura especializada.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

16.  PROJETO DIGITAL – BLOG

ORIGEM / LOCAL

UBS 02 – Guará

DESCRIÇÃO

Foi desenvolvido um “Blog da Farmácia” como parte de um programa do cuidado farmacêutico, tendo recebido o Prêmio de Iniciativas Inovadoras no SUS em 2017. Engloba diversas ações do farmacêutico como membro ativo da equipe multiprofissional na assistência ao usuário, tais como: consultas compartilhadas, seguimento farmacoterapeutico, visitas domiciliares, práticas interativas, com vista â adesão do usuário ao tratamento medicamentoso, formação de vínculo e mudança do estilo de vida. A justificativa é facilitar a comunidade de usuários na obtenção de informações sobre o acesso aos medicamentos disponíveis ou não disponíveis nas unidades básicas de saúde, com o objetivo de melhorar os canais de comunicação com os usuários, a partir do desenvolvimento de uma ferramenta de fácil acesso e sem custos para o serviço e população, no sentido de fornecer informações relativas aos medicamentos, aos serviços de saúde disponibilizados pela SES-DF.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

17.   PROJETO REGULA+BRASIL: USO DA TELEMEDICINA NO CENÁRIO DA REGULAÇÃO AMBULATORIAL NAS DIFERENTES REGIÕES DO PAÍS.

ORIGEM / LOCAL

Administração Central – SES-DF

DESCRIÇÃO

O Regula+Brasil é um projeto de regulação de acesso ambulatorial apoiado por teleconsultoria que foi construído inspirado na experiência exitosa do Telessaúde do Rio Grande do Sul, dentro do projeto RegulaSUS. Nele, a implantação de protocolos de encaminhamento ambulatorial somada à discussão de casos por teleconsultorias se mostraram efetivos em reduzir a incidência de novos pedidos de consultas especializadas e em diminuir a disparidade entre demanda e oferta, além de qualificar os profissionais da APS no manejo dos usuários na Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência. Seu objetivo principal é ampliar o uso da telessaúde no apoio à regulação ambulatorial, validando a sua utilização como estratégia para qualificação do acesso universal, promovendo equidade e reduzindo os gargalos referentes as listas de espera por consultas ambulatoriais especializadas desproporcionais à oferta.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

18.  REFORMA DO SISTEMA DE SAÚDE: AÇÃO INOVADORA NA CONVERSÃO DO MODELO ASSISTENCIAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NA CAPITAL FEDERAL

ORIGEM / LOCAL

Administração Central – SES-DF

DESCRIÇÃO

A presente proposta da SES-DF se baseia na análise da organização dos serviços assistenciais, nos diversos níveis de atenção e é subsidiada por movimentos de reorganização ocorridos em outras cidades e estados, bem como por documentos oficiais do Governo Federal e de outras entidades internacionais, assim como pela vasta evidência científica sobre as melhores práticas de organização de serviços de saúde. São fatores que apontavam para a necessidade de uma reformulação do modelo assistencial no DF, com fortalecimento da APS e organização de seu modelo e processos de trabalho. O objetivo principal da ação foi o de ampliar a cobertura da ESF, garantindo o acesso da população aos serviços de saúde, tornando a APS eixo condutor da assistência, sendo pautada pela atenção integral com fortalecimento do vínculo com usuário, pelo foco na pessoa e pela alta resolubilidade no cuidado de uma população definida, em uma área geográfica delimitada.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

19.   SEGURANÇA CLÍNICA E AUTO-CUIDADO APOIADO – CAPÍTULOS E ATENDIMENTOS DA ESCOLA DE PACIENTES-DF

ORIGEM / LOCAL

Tese de Doutoramento Universidade de Brasília

DESCRIÇÃO

Desenvolvimento de estratégia de fortalecimento do autocuidado apoiado e fortalecimento de segurança clínica com padrão mínimo de cuidado, denominados Escola de Pacientes, sendo tema de estudo de doutorado na Universidade de Brasília, com premiações na Mostra SUS DF de experiências inovadoras, INOVA Brasilia e Prêmio Saúde Cidadã. Foco na região do Itapoã, uma das de mais baixa renda do DF. A justificativa é a de que os cuidados para condições agudas e crônicas exigem ferramentas para aumento de eficiência de tratamento e maior segurança do usuário e da equipe de saúde. Assim, o material oferecido pela Escola de Pacientes proporcionou aumento do acesso populacional às consultas médicas, independente da causa da procura ter sido uma condição aguda, crônica, ou crônica agudizada. Considerando, ainda, a importância da segurança no tratamento e da coordenação de cuidado, a experiência teve como objetivo descrever a criação e evolução do uso de ferramentas de gestão clínica e de segurança do paciente pela ESF em região socialmente vulnerável.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

20.  O MÉDICO ESPECIALISTA E A CONVERSÃO DO MODELO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL

ORIGEM / LOCAL

Administração Central da SES-DF

DESCRIÇÃO

Reflexões a respeito do processo de conversão (Convert- DF), proposta estruturante para toda a rede assistencial de saúde do Distrito Federal. Através da qual médicos especialistas pediatras, ginecologistas/obstetras e clínicos, que antes desempenhavam uma especialidade, passaram a atuar em outra, como médicos de família e comunidade. Por hipótese, isso representaria um ganho para a atenção básica, desde que os profissionais estivessem adaptados aos processos de trabalho da ESF, desempenhando suas funções de modo efetivo. O objetivo do presente trabalho foi o de analisar o processo de transferência dos médicos pediatras, ginecologistas/obstetras e clínicos para a nova especialidade de médico de família e comunidade na reestruturação da atenção primária à saúde no Distrito Federal, no período de 2017 a 2018, visando ainda conhecer a percepção dos próprios médicos especialistas (pediatras, clínicos e ginecologistas/obstetras) na atuação como médico de família e comunidade, além de produzir recomendações para o aperfeiçoamento e fortalecimento das práticas dos profissionais médicos da atenção primária à saúde no Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

1.      Distrito Federal Brasília *Conhecer para viver* Aline da Cunha Daniel https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/878.pdf
2.      Distrito Federal Brasília A Nutrição na “Atenção” primária à Saúde em busca de uma “Conexão” Primária à Saúde PAULA DE FÁTIMA ALMEIDA MARTINS https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/788.pdf
3.      Distrito Federal Brasília A Promoção da Saúde por meio de práticas comunitárias de cuidado e autocuidado no enfrentamento das DCNT e transmissíveis a partir de diálogos de Segurança alimentar, práticas corporais, gestão ambiental, cultura de paz e acesso à informação em uma Unidade Básica de Saúde do DF. Marcos Antonio Trajano Ferreira Antonio Moreira Edilberto Zacarias https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1265.pdf
4.      Distrito Federal Brasília Acesso avançado: Uma experiência em Cidade Satélite do Distrito Federal Sergio Leuzzi Marta Rodrigues de Carvalho Janaina Gonçalves https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/802.pdf
5.      Distrito Federal Brasília Ampliando o acesso a partir do olhar sistêmico para o território em uma unidade básica de saúde da capital federal brasileira no contexto de mudanças paradigmáticas na atenção primária à saúde Sandra Duarte Nobre Mauch Maria do Socorro Garrido Simões Rosana Fernandes Pereira Bezerra https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/123.pdf
6.      Distrito Federal Brasília Capacitação da Atenção Primária para acolhimento de Demanda Espontânea pelo AIDPI ( Atenção Integrada de Doenças Prevalentes na Infância) da região Centro-Sul ( engloba Guará I e II , Núcleo bandeirante , Park Way , Candangolândia , Estrutural , Setor de Indústria e Abastecimento (SIA ) e Riacho Fundo I e II). Messilene Cavalcante Lima Fabiana Soares Fonseca Maurício da Costa Baptista https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/269.pdf
7.      Distrito Federal Brasília Conhecimento na palma da mão: auto-cuidado apoiado e letramento funcional em saúde Estêvão Cubas Rolim Fernanda Santana Gonçalvez Cristina Lucia Rocha Cubas Rolim https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1128.pdf
8.      Distrito Federal Brasília Estratégia Saúde da Família: em busca da assistência de qualidade Fernanda Alves Monteiro Débora Alves Monteiro Francine Salapata Fraiberg https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/316.pdf
9.      Distrito Federal Brasília Estratégia Saúde da Família: em busca da assistência de qualidade. Fernanda Alves Monteiro Débora Alves Monteiro Francine Salapata Fraiberg https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/314.pdf
10.  Distrito Federal Brasília Laboratório InovaSES-DF: colaboração e agilidade para melhoria dos processos de trabalho da Atenção Primária em Saúde THAÍS BRANQUINHO OLIVEIRA FRAGELLI GILMARA HUSSEY CARRARA DA SILVA MÁRCIA HELENA NERVA BLUMM https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/955.pdf
11.  Distrito Federal Brasília Modelo Visual de Receituário – Receita Simples – Segurança clínica, aumento de adesão e diminuição de erro medicamentoso Estêvão Cubas Rolim Fernanda Santana Gonçalvez Dayde Lane Mendonça da Silva https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1144.pdf
12.  Distrito Federal Brasília MONITORANDO A SAÚDE DO TRABALHADOR EM GRANJAS DE AVICULTURA QUE USAM FORMOL NO CONTROLE DE PRAGAS. ADRYENNE DE CARVALHO MELLO WALDERLEI SANTANNA https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1241.pdf
13.  Distrito Federal Brasília O Programa Academia da Saúde do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (CERPIS) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal Marcos de Barros Freire Júnior https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/528.pdf
14.  Distrito Federal Brasília O Projeto AcolheSUS na Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal, Brasil. Ana Carolina Tardin Martins Ana Luiza Sturion Grisoto https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/818.pdf
15.  Distrito Federal Brasília Oficinas de Saúde Mental na APS: aumentando a resolutividade para ampliar o cuidado Guilherme Nabuco Machado Maria Helena Pereira Pires de Oliveira Cláudia Mendes feres https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1053.pdf
16.  Distrito Federal Brasília ORIENTAÇÕES E INTERVENÇÕES NO USO DE MEDICAMENTOS INAPROPRIADOS POR IDOSOS ASSISTIDOS EM UM SERVIÇO MULTIPROFISSIONAL E DE REFERÊNCIA A SAÚDE DO IDOSO. FLAVIA LUCIA PEREIRA GOMES TUYAMA Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Hudson Azevedo Pinheiro https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/131.pdf
17.  Distrito Federal Brasília PROJETO DIDITAL – BLOG FARMÁCIA UBS 02 GUARÁ ROSANE VEIGA LOPES MARIA EDUARDA DUCASBLE MARTINS VICTOR HUGO GOMES https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1257.pdf
18.  Distrito Federal Brasília Projeto Regula+Brasil: uso da telemedicina no cenário da regulação ambulatorial nas diferentes regiões do país. Rodrigo Wilson de Souza Marcus Vinicius Dutra Zuanazzi Sabrina Dalbosco Gadenz https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/960.pdf
19.  Distrito Federal Brasília Reforma do sistema de saúde: ação inovadora na conversão do modelo assistencial da Atenção Primária à Saúde em Estratégia Saúde da Família na capital federal Alexandra Gouveia de Oliveira Miranda Moura Wallace Dos Santos Humberto Lucena Pereira da Fonseca https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1052.pdf
20.  Distrito Federal Brasília Segurança clínica e auto-cuidado apoiado – Capítulos e atendimentos da Escola de Pacientes-DF Estêvão Cubas Rolim Ana Virgínia Torquato de Aquino 3. Eduardo Pimenta Ribeiro Pontes de Almeida https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/1122.pdf
21.  Distrito Federal Brasília Título: O MÉDICO ESPECIALISTA E A CONVERSÃO DO MODELO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO DISTRITO FEDERAL Fernanda Vieira de Souza Canuto José Paranguá de Santana Francisca de Fátima de Araújo Lucena https://apsredes.org/premioapsforte/pdf/809.pdf

 

 

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