Saúde e fake news

Em matéria recente (ver link ao final) a Folha de São Paulo resolveu levantar alguns dos mitos de saúde espalhados pelas redes sociais, checando e argumentando sobre sua veracidade. Por via das dúvidas faz o alerta logo ao início da matéria: “Não repasse esta mensagem a seus amigos e familiares” – sabe-se lá até onde chega a credulidade (em combinação com a irresponsabilidade…) humana. São coisas alarmistas, inusitadas, espetaculares, escatológicas, que geralmente se encerram encarecendo que o conteúdo seja passado adiante – para o bem de todos, naturalmente… A área da saúde é uma das favoritas. Afinal, é imprescindível saber coisas tais como: proteger-se contra um infarto sozinho; ingredientes naturais que de fato curam o câncer; uso da farinha de trigo em queimaduras; precauções quanto aos ovos artificiais produzidos na China; vantagens do sal mineral veterinário sobre o sal de cozinha que se compra nos supermercados; riscos de se usar vacinas; vantagens da homeopatia na prevenção das doenças infecciosas da infância – e assim por diante.

Mas a verdade é que nem sempre é preciso frequentar as chamadas redes sociais pata ter acesso a este tipo de notícia malsã. Ou pelo menos, de notícias que parecem ter tais características, Um pequeno levantamento informal na rede de serviços nos mostra coisas como: a unidade estará fechada porque a sogra de um funcionária faleceu; o doutor fulano não atenderá hoje por ter sido convocado para uma cirurgia de urgência no hospital onde trabalha; não haverá expediente durante toda a semana porque haverá treinamento da equipe; mulheres interessadas em implantar o DIU deverão aguardar a próxima chamada, em julho do ano que vem; não serão realizados exames de Papanicolau durante o próximo mês por falta de espátulas de coleta; a limpeza não será realizada por motivo do vencimento e não renovação do contrato com a empresa terceirizada; as famílias deverão trazer alimentos para seus pacientes hospitalizados devido a não renovação do contrato com a empresa terceirizada; idem para roupas de cama e fraldas de adultos.

Que nos desculpem os leitores, mas isso foi apenas uma pegadinha. As notícias do parágrafo acima são todas completamente verdadeiras, fazendo parte do dia a dia dos serviços de saúde. Não são fake news. Infelizmente.

De toda forma, a referida matéria da FSP dá umas dicas sobre como diagnosticar (e não propagar) as “verdadeiras” fake news. Portanto, atenção para o seguinte:

• Busque a fonte original
• Faça uma busca na internet: muitos casos já foram desmentidos
• Cheque a data: a “novidade” pode ser antiga
• Leia a notícia inteira
• Cheque o histórico de quem publicou
• Se a notícia não tem fonte, não repasse

***
Leia a matéria completa:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/07/quais-sao-os-mitos-de-saude-espalhados-pelas-redes-sociais.shtml

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